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Pessoa física · Espólio e inventário

Quem parte deixa bens. E deixa obrigações fiscais junto.

Depois do falecimento, as declarações não param: passam a ser feitas em nome do espólio, até que o inventário termine. É um período em que decisões aparentemente burocráticas definem quanto imposto a família vai pagar no fim.

Como funciona

As declarações do espólio, em ordem.

Enquanto o inventário corre, o patrimônio continua existindo para a Receita Federal — e continua tendo que ser declarado.

Declaração inicial

É a primeira entregue depois do falecimento, referente ao ano em que ele ocorreu. A partir dela, a declaração passa a ser feita em nome do espólio.

Declarações intermediárias

Entregues nos anos seguintes, enquanto o inventário não se encerra. Inventário demorado significa vários anos de declaração intermediária.

Declaração final

É a que encerra o espólio, feita depois da decisão de partilha. Nela, os bens são atribuídos aos herdeiros — e é aqui que a conta do imposto se define.

Durante todo esse período existe a figura do inventariante, que responde pelas entregas. Deixar de declarar porque "a pessoa faleceu" é um dos erros mais comuns e mais caros dessa fase.

A decisão que pesa

Transferir por qual valor? A resposta muda o imposto.

Na Declaração Final de Espólio, os bens e direitos podem ser transferidos aos herdeiros pelo valor constante na última Declaração de Bens e Direitos do falecido ou por valor superior. Se forem transferidos pelo mesmo valor declarado pelo falecido, não há ganho de capital naquele momento. Se forem transferidos por valor superior, a diferença positiva é tributada como ganho de capital em nome do espólio, à alíquota de 15%, e esse novo valor passa a ser o custo de aquisição para o herdeiro em uma futura venda.

Não existe resposta única. Depende do que o herdeiro pretende fazer com o bem, de quanto tempo pretende mantê-lo e das isenções aplicáveis. É uma simulação, não uma regra.

O que analisamos antes de decidir

    O que o herdeiro pretende fazer com cada bem O custo de aquisição registrado e o efeito de atualizá-lo Isenções e reduções aplicáveis ao ganho de capital O efeito de cada escolha numa venda futura Rendimentos gerados pelos bens durante o inventário
O que costuma dar errado

Os erros que aparecem meses depois.

Parar de declarar

A obrigação não termina com o falecimento. Ela muda de titular — passa ao espólio — e segue até a declaração final.

Escolher o valor de transferência sem simular

É uma decisão tributária tomada, muitas vezes, por quem só quer terminar o inventário. O efeito aparece quando o herdeiro vende o bem.

Ignorar os rendimentos do período

Aluguéis, aplicações e participações continuam rendendo durante o inventário, e esses rendimentos precisam ser declarados.

Descobrir pendências antigas no meio do processo

Declarações do falecido em aberto travam o encerramento. Levantar isso no começo evita meses de atraso.

Como conduzimos

Do levantamento à declaração final.

1. Situação do falecido

Levantamos o histórico de declarações e eventuais pendências antes de qualquer entrega.

2. Mapeamento dos bens

Organizamos bens, custos de aquisição e rendimentos que continuam sendo gerados.

3. Declarações do período

Preparamos a inicial e as intermediárias enquanto o inventário corre.

4. Simulação da partilha

Calculamos o efeito tributário de cada forma de transferência, com números, para a família decidir.

5. Declaração final

Entregamos a declaração que encerra o espólio conforme a partilha definida.

6. Herdeiros em dia

Orientamos como os bens recebidos entram na declaração de cada herdeiro no ano seguinte.

Dúvidas frequentes

O que as famílias mais perguntam.

Preciso continuar declarando o imposto de renda de quem faleceu?

Sim, mas em nome do espólio. A partir do falecimento, as declarações passam a ser feitas nessa condição, com um inventariante responsável, até a declaração final que encerra o processo.

O inventário está demorando. Isso é um problema?

Não impede a regularidade, mas cria uma obrigação anual: enquanto não há partilha, as declarações intermediárias precisam ser entregues normalmente. Inventário longo significa mais anos de declaração.

Herdeiro paga imposto de renda ao receber os bens?

A herança em si não é rendimento tributável para o herdeiro no imposto de renda federal, mas a forma como os bens são transferidos na declaração final pode gerar ganho de capital para o espólio. Além disso, existe o ITCMD, que é estadual e independe dessa análise.

Vale mais transferir pelo valor declarado ou por valor superior?

Depende do plano para o bem. Transferir pelo mesmo valor da última Declaração de Bens e Direitos do falecido não gera ganho de capital naquele momento, mas mantém o custo antigo para o herdeiro. Transferir por valor superior faz a diferença positiva ser tributada como ganho de capital em nome do espólio, à alíquota de 15%, e o novo valor passa a ser o custo de aquisição do herdeiro numa venda futura. É uma simulação que fazemos com os seus números.

O falecido tinha declarações em atraso. Isso complica?

Complica se ficar para depois. Pendências antigas costumam travar o encerramento do espólio, então levantamos e tratamos isso logo no começo do trabalho.

Quanto custa?

Orçamos sob consulta. O trabalho varia conforme o número de anos envolvidos, a quantidade e o tipo de bens e a existência de pendências anteriores. Chame no WhatsApp com um resumo e passamos o orçamento.

Vamos conversar

Você não precisa entender de imposto agora.

É um momento difícil e a papelada não ajuda. Conte a situação e a gente assume a parte fiscal.