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Abertura de empresa

Abri meu CNPJ, e agora? Um checklist para começar certo

CNPJ ativo é o nascimento da empresa, não o fim do processo. Sete conferências que evitam alteração contratual, multa e decisão tributária ruim mais adiante.

Carlos Henrique Furtuozo
Carlos Henrique Furtuozo · Contador CRC 1SP335677/O-4 na Me Conti e colunista da Jettax
Publicado em 28 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

Depois de dias pensando no nome, atividade e estrutura da empresa, finalmente aparece a informação: CNPJ ativo.

Mas o trabalho não termina nesse momento. A abertura de uma empresa envolve registro, inscrições tributárias e, conforme a atividade, licenciamento. Hoje vários desses procedimentos são integrados pela Redesim, inclusive com utilização do Módulo de Administração Tributária, o MAT.

Veja o que conferir.

Prefere assistir? Este artigo também está em vídeo no canal da Me Conti.

Uma parte do vídeo mudou depois da gravação No vídeo, a emissão de notas fiscais de serviço aparece pelo sistema da prefeitura. Isso vale até 31 de outubro de 2026. A partir de 1º de novembro de 2026, por força da Resolução CGSN nº 191/2026, as empresas optantes pelo Simples Nacional passam a emitir notas de serviço pelo Emissor Nacional da NFS-e. Veja como criar seu acesso ao Portal Nacional antes que o prazo chegue.

1. Confira os dados cadastrais

Verifique razão social, nome fantasia, endereço, CNAE principal, CNAEs secundários, quadro societário e natureza jurídica.

Um erro descoberto meses depois pode exigir alteração da empresa.

2. Confirme o regime tributário

Se houve solicitação de opção pelo Simples Nacional durante a abertura, confirme se ela foi efetivamente processada. Não presuma que a empresa está no Simples apenas porque foi aberta como ME ou EPP.

3. Verifique as inscrições da empresa

Dependendo das atividades, podem existir:

Os processos estão cada vez mais integrados, mas é importante conferir o resultado final. A Redesim informa que, no fluxo integrado, inscrições estadual e municipal podem ser geradas automaticamente.

4. Confira licenças e autorizações

Dependendo do negócio, podem existir exigências da prefeitura, da vigilância sanitária, do corpo de bombeiros, de órgãos ambientais ou do conselho profissional. O tipo de exigência depende da atividade e do endereço.

5. Prepare a emissão das notas fiscais

Não espere o primeiro cliente pedir a nota para descobrir como emitir. Faça previamente o credenciamento necessário, o cadastro no sistema competente, a configuração da emissão e um teste do processo.

Atenção ao que muda em novembro: até 31 de outubro de 2026, o prestador de serviços emite pelo sistema do seu município. A partir de 1º de novembro de 2026, as empresas optantes pelo Simples Nacional passam a emitir pelo Emissor Nacional da NFS-e, conforme a Resolução CGSN nº 191/2026 — que, aliás, adiou essa data, antes marcada para setembro.

Se a sua empresa é do Simples e presta serviço, faça o cadastro no Portal Nacional já na abertura, e não em outubro: veja o passo a passo para criar o acesso. Quem vende mercadoria segue com as regras estaduais de emissão.

6. Organize a conta empresarial

Comece separando dinheiro pessoal e empresarial. Receitas da empresa entram na empresa; despesas da empresa saem da empresa. Depois, defina junto à contabilidade como serão tratados pró-labore e distribuição de lucros.

7. Organize documentos e acessos

Tenha uma pasta segura com contrato social, cartão CNPJ, inscrições, certificados, licenças e acessos aos sistemas públicos.

Também é recomendável estruturar procurações eletrônicas quando a contabilidade precisar operar sistemas em nome da empresa — veja como criar a procuração no e-CAC de PJ para PJ.

O começo da empresa determina muito do que vem depois

O CNPJ é apenas o nascimento da empresa. O próximo passo é criar uma operação organizada desde o primeiro mês para evitar correções, multas e decisões tributárias ruins no futuro.

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